Às vezes percebemos que a dúvida do percussionista, devido a grande quantidade de instrumentos que temos no naipe da percussão é: Tornar-se especialista no pandeiro, é a melhor saída para trabalhar em nível de “Top de Linha”.
Como todos sabemos (a gente desconfiava, mais só foi ter certeza com o tempo), o Pandeiro é bem mais complicado do que aparenta.
Precisa de uma técnica apurada e para tanto, precisamos de horas de estudo diárias, meses de ensaio para aprimoramento e anos de apresentações em diversos grupos e condições distintas, desde: tocarmos os ritmos mais usualmente praticados no pandeiro ou mesmo “levadas inovadoras” que constantemente surgem na música brasileira, e deverás temos que estar quebrando a cabeça para encaixar uma batida apropriada.
Ou será que por exemplo: Estudar outros instrumentos de percussão como a caixa, instrumento de técnica refinada, também pode ajudar e influenciar numa melhor performance com o Pandeiro.
Dai vem nosso questionamento: Qual caminho o percussionista deve escolher para estar entre os grandes pandeiristas desse país, a especialização ou a diversificação?
Pense, comente de sua opinião!
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Essa questão é realmente um problema na vida do percusionista.
E minha resposta pra ela já foi muito diferente do que é agora, mas nesse momento estou achando que ter noção de outros instrumentos de percussão realmnete ajuda muito no desenvolvimento do vocabulário do pandeirista. Pois como o pandeiro contém as três frequências fundamentais (grave, médio e agudos) ele se torna um instrumento de percussão completo o que possibilita que ele seja tocado assumindo diferentes funções nos contextos musicais onde estiver inserido.
Assim o bom pandeirsta, que tiver uma noção de vários outros instrumentos de percussão, poderá se adequar ao contexto musical em que estiver inserido assumindo com o pandeiro a função de outros instrumentos. Por exemplo fazer uma levada de ciranda pensando na caixa, tocar uma levada de salsa pensando na conga e no guiro, tocar um samba com pandeiro de couro pensando no repique de anel, ou com pandeiro de nailon pensando num atabaque, etc.
Mas com certeza para se ter um bom domínio técnico do pandeiro são necessárias muitas horas de dedicação exclusiva na bagagem, pra depois conseguir fazer bom uso da sua versatilidade.